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O que é herpes-zóster e porquê a Agência Americana de administração de drogas e alimentos aprovou uma nova vacina

vacina contra herpes-zóster
(crédito: divulgação)

A agência federal americana Food and Drug Administration (FDA) aprovou recentemente uma nova vacina contra a herpes-zoster. Foi comprovada a eficiência da droga em parte dos casos acima dos 50 anos e a mesma está sendo recomendada pelos centros de controle e prevenção de doenças do país (CDC) como principal abordagem.

A herpes-zoster, também conhecida como Cobreiro, é uma infecção causada pelo mesmo vírus da catapora, o Varicela-zóster, que pode ficar em estado latente ou inativo na coluna espinhal e ser reativado em pessoas após os 50 anos de idade, caso ocorra uma queda expressiva da imunidade no decorrer de doenças debilitantes, tratamentos agressivos ou nos períodos de estresse excessivo.

Ou seja, qualquer um que tenha tido catapora pode desenvolver herpes-zóster. O principal sinal da infecção é o surgimento de bolhas avermelhadas, doloridas e pruridas, geralmente em um único lado do corpo em regiões como rosto, pescoço e tronco. A doença na maioria das vezes se manifesta uma única vez e desaparece depois de algumas semanas.

Atualmente, uma vacina da MSD já é utilizada contra a herpes-zóster no Brasil desde 2014. Segundo os CDC, esse medicamento reduz em 51% a chance de desenvolver a doença e em 67% a possibilidade de dores crônicas. Entretanto, para que essa vacina fosse eficaz, foram utilizados vírus ativos de baixo potencial infeccioso, fazendo com que ela se tornasse contraindicada para pessoas que estejam com o sistema imunológico prejudicado.

Assim, os indivíduos que necessitam da vacina por terem o sistema de defesa do corpo comprometidos, como pacientes com câncer, não podem ser imunizados.

Como a nova vacina muda isso?

No novo medicamento, a vacina é inativada, ou seja, é composta por vírus inativados, o que garante uma baixa taxa de possíveis complicações relacionadas à infecção pela vacina.

Também foi realizado um estudo e publicado no jornal científico “The New England Journal of Medicine”, contendo mais de 15 mil pessoas em 18 países, que indicou a eficácia da vacina sendo maior que 90% em qualquer indivíduo a partir dos 50 anos, não tendo efeitos colaterais graves.


Por enquanto, não é certa a indicação da vacina para pacientes imunodeprimidos, tendo em vista que o estudo com este grupo ainda não foi concluído, mas a possibilidade de existir uma vacina para esta população é um ótimo ponto de partida.

Para o Brasil, ainda não existe previsão de chegada ou dos preços, mas isso não significa que é necessário aguardá-la. O ideal é continuar utilizando a vacina disponível hoje, que é uma ótima escolha para as pessoas que não possuem algum tipo de contraindicação e que gostariam de se imunizar e evitar complicações.