Itanhaém

Suspeita de estupro de vulnerável em escola de Itanhaém mobiliza polícia e provoca afastamento de inspetor

Mães denunciam abusos sexuais e coação em escola municipal, levando à investigação da Polícia Civil e afastamento do funcionário

Foto: Divulgação/ Prefeitura de Itanhaém
Foto: Divulgação/ Prefeitura de Itanhaém

Redação Publicado em 06/08/2026, às 08h40


A Polícia Civil investiga um inspetor de alunos de uma escola municipal por suspeita de estupro de vulnerável e ameaça contra crianças de cinco anos de idade em Itanhaém. A apuração teve início após mães de alunos da Escola Municipal Professor Walter Arduini, localizada no bairro Balneário Gaivota, procurarem a polícia para denunciar abusos sexuais e coação que teriam ocorrido dentro do ambiente escolar. Diante da gravidade das acusações, a Prefeitura de Itanhaém confirmou o afastamento preventivo do funcionário de suas funções.

O caso tomou espaço após a mãe de um menino de cinco anos notar mudanças repentinas no comportamento do filho, como irritabilidade, recusa ao contato físico e queixas de dores intensas nas regiões abdominal e glútea. Ao verificar o corpo do filho, a mulher constatou lesões visíveis e questionou o menor. A criança relatou ter sido levada para um cômodo da escola que continha brinquedos e um computador, onde o agressor teria praticado o abuso e feito ameaças diretas de morte contra ele e sua família, caso o fato fosse revelado.

Relato de segunda vítima e investigação policial

Poucos dias após a primeira denúncia, a mãe de uma aluna, também de cinco anos e matriculada na mesma instituição, procurou as autoridades ao identificar sintomas semelhantes na filha, que reclamava de dores na região genital. Ao conversar com a criança sobre o ambiente escolar, a menina confirmou ter frequentado a mesma sala, mas apresentou forte crise de choro e medo, relatando receio de que os pais fossem mortos pelo agressor. A mãe compareceu à delegacia para formalizar o boletim de ocorrência.

As investigações estão sob a responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itanhaém e tramitam sob sigilo policial, conforme informado pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). Em nota, a Secretaria de Educação de Itanhaém repudiou qualquer conduta que atente contra a integridade dos estudantes, informou a abertura de um processo administrativo para apuração interna e afirmou ter disponibilizado à Polícia Civil as imagens das câmeras de monitoramento eletrônico da unidade e relatórios técnicos para auxiliar no esclarecimento dos fatos.


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