Com novos guindastes, terminal amplia capacidade de operação e sustentabilidade
Maria Clara Campanini Publicado em 08/11/2024, às 16h12
A Brasil Portuário Terminal (BTP) anunciou, na última quinta-feira (7), a chegada de dois novos guindastes portêineres ao seu complexo no Porto de Santos. Provenientes da China a bordo do navio Zhen Hua 15, os equipamentos atracaram por volta das 11h30, após aguardarem na entrada do Canal de Santos desde segunda-feira (4). Estes portêineres são cruciais para a operação portuária, realizando o transbordo de contêineres dos navios para os caminhões que os distribuem pelo território nacional.
Os portêineres adquiridos são da categoria Super Post-Panamax, com impressionantes 94 metros de altura, comparáveis a um edifício de 30 andares. O processo de descarga dos equipamentos deve se estender por sete dias, e a previsão é que eles entrem em operação apenas em fevereiro de 2025. A implementação desses guindastes deverá aumentar em 25% a capacidade operacional do terminal da BTP, permitindo também a recepção de navios de maior porte.
Com capacidade para movimentar contêineres distribuídos em até 25 fileiras dentro das embarcações e erguer cargas de até 65 toneladas, esses portêineres são movidos eletricamente, contribuindo para as metas de descarbonização da BTP, que almeja neutralizar suas emissões de carbono até 2030.
A incorporação dos novos equipamentos é parte de um robusto pacote de investimentos de R$1,9 bilhão, destinado à expansão e modernização das instalações da BTP. Este investimento visa não apenas ampliar a capacidade de armazenagem e modernizar a infraestrutura portuária, mas também introduzir inovações tecnológicas e sustentáveis no processo operacional do terminal.
Ricardo Trotti, diretor de Operações da BTP, ressaltou que essa aquisição é um componente vital para preparar a empresa para as próximas duas décadas. Ele afirmou que a meta é aumentar em mais de 40% a capacidade operacional até 2025 e adaptar o terminal para receber embarcações maiores que estão previstas para integrar a frota global futuramente. "Estamos empenhados em tornar nosso terminal mais eficiente, sustentável e inovador", destacou Trotti.
Em relação à renovação da concessão do terminal, Trotti mencionou que houve alguns atrasos burocráticos. "Gostaríamos que a concessão fosse permanente, mas enfrentamos certos entraves. No entanto, acredito que o Município de Santos tem muito a ganhar com essa renovação", concluiu o diretor.
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